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WSJ: Nova rodada de consolidação cria megamineradoras
Publicado em: 23/12/2007 14:19:00
Reportagem publicada nesta semana pelo "Wall Street Journal" chama a atenção para o processo de consolidação no setor de mineração, que se aqueceu fortemente nesta década pelos booms de crescimento econômico na Ásia, gerando acúmulo de caixa nas empresas e um imenso leque de oportunidades para elas: diversificação de negócios, fusões, incorporações. E foi o que mais se viu de 2006 para cá, inclusive com participação ativa dos players brasileiros. No mês passado, quando a BHP Billiton fez a oferta pela Rio Tinto, recusada, pouca gente percebeu que uma empresa resultante do processo teria valor de US$ 335 bilhões - maior, portanto, que qualquer companhia petrolífera, à exceção da ExxonMobil.
A Xstrata, atual número 5 do ranking das mineradoras, passou o ano em compras para, em dezembro, admitir que pode ser comprada, o que levou a especulação sobre a Anglo American, quarta maior, e a Vale, número 2; as notícias arrefeceram, mas estudos econômicos e conversas continuam por aí. Dez anos atrás, o mesmo movimento foi observado entre as petrolíferas, com a Exxon se fundindo à Mobil, a Chevron com a Texaco e outros exemplos, mas as fusões não foram motivadas pelo alto preço do petróleo e sim pela necessidade de corte de custos.
Ainda assim, percebem-se grandes semelhanças nos processos: as petrolíferas se viam obrigadas a cortar custos pelo fim das jazidas de fácil exploração, sendo necessário adentrar países ricos em turbulências políticas e o fundo do mar, áreas de alto custo de investimento - tal como agora as mineradoras estão fazendo. Outro ponto em comum é a emergência de um nacionalismo arcaico, no melhor estilo do jargão "o petróleo é nosso", com Rússia, Venezuela, Bolívia e Indonésia se cercando de leis restritivas ao capital estrangeiro e agindo por meio de estatais.
O "Wall Street Journal" comenta que a era das megamineradoras pode resultar em lucro maior para essas empresas, mas pode dificultar a vida dos consumidores, com os conglomerados se valendo do poderio econômico obtido no processo. A dança segue, movida pela música acelerada que o mercado toca. O que o diário americano ignora, em sua reportagem, é que as júniores podem, se não determinar os rumos dessas negociações, oferecer um contraponto ao que se vê. Não que as "pequenas" estejam se opondo ao processo: por suas peculiaridades em escala e penetração, no entanto, podem explorar projetos inviáveis para as majors, ter uma logística diferenciada e até mesmo dar conta de grandes fornecimentos, tudo dentro de um esquema tão profissional quanto o das gigantes.
Autor:
Pedro Jacobi -
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