A Ministra disse, no Simpósio de Ouro Preto, que o setor de exploração
mineral irá receber R$161 milhões nos próximos 3 anos. Segundo Roussef o
setor, mesmo sem receber os investimentos necessários, ainda cresceu mais do
que a taxa de crescimento do País.
Esta atitude é muito bem vinda. O Brasil não recebe investimentos
significativos em exploração
(mapeamento, geofísica e geoquímica) desde a década de 70. São quase 40 anos
no limbo. Os nossos bancos de dados de aerogeofísica ainda estão repletos de
linhas voadas a intervalos de 2000m, coisa inaceitável no mundo tecnológico de
hoje.
Segundo a Ministra o setor da mineração já corresponde a 6,2% do PIB.
Nós sabemos que isto é a ponta do iceberg. Todo o geólogo de exploração
neste país sabe que a geologia brasileira tem um vasto potencial, comparável
àquela encontrada na Austrália e no
Canadá, onde a
mineração é um dos maiores componentes do produto interno bruto.
Mesmo sabendo que os R$161 milhões (US$53 milhões) já é muito mais do que
os quase nada investidos nos últimos anos ainda sonhamos com as
centenas de milhões de dólares que são anualmente investidos no Canadá em
mapeamentos, exploração mineral e tecnologia.
Sonhos de País subdesenvolvido que não tem o capital para extrair as suas
imensas riquezas tão necessárias aos seus milhões de miseráveis que não podem
esperar...