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Mineração reaquece economia boliviana - e polêmicas também
Publicado em: 09/09/2007 17:11:00
Desde o século XVI, a região boliviana de Potosí tem sido um símbolo para a mineração, dadas suas enormes reservas de prata - exploradas desde o ano de 1545 (!!!). E a atividade vem trazendo, mais uma vez, uma forte expansão econômica, com seus pontos positivos e negativos. Por um lado, a "revolução bolivariana" do ditador Evo Morales tem concentrado o dinheiro em mãos locais. Por outro, a exploração caótica e sem know-how vem perpetuando as péssimas condições de trabalho, multiplicando acidentes com morte.
Os mesmos túneis coloniais são usados para extrair principalmente estanho e zinco, cujos preços no mercado internacional reativaram a mineração da cidade, praticamente paralisada entre 1985 e 2005. E a cidade de Potosí, de uma população de 139 mil habitantes em 2001, já registra mais de 200 mil pessoas. No Cerro Rico, parte da montanha visível de praticamente qualquer lugar da cidade, o número de mineiros que se arriscam nos milhares de túneis saltou de 4.000, em 2004, para os atuais 16 mil. A mineração está presente até no time local, o Real Potosí, cujo dono é um empresário ligado à mineração: o time faturou o "Bolivianão 2007", pela primeira vez em sua história.
Mas há o outro lado: a mineração, feita quase totalmente por índios quéchuas, emprega trabalho infantil, com mineiros de 13 anos podendo ser encontrados por lá. Um mineiro iniciante recebe hoje cerca de R$ 26 por dia, o triplo de três anos atrás, mas ainda pouco. E as condições de segurança são quase chinesas: de janeiro até a semana passada, 22 mineiros morreram em acidentes no Cerro Rico, segundo dados da polícia - já é o dobro de mortes registradas no ano passado. Nas cooperativas, os equipamentos de segurança se resumem a botas e capacetes e muita superstição: as entradas das minas estão todas respingadas de sangue de lhamas sacrificadas em troca de proteção.
Diante disso, e lembrando que a Bolívia e a China são campeãs em exploração predatória, trabalho análogo ao escravo, insegurança de trabalho e intervenção governamental, fica uma pergunta, até certo ponto retórica: esse modelo é mesmo a melhor opção?
Autor:
Pedro Jacobi -
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