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Mineração em Unidades de Conservação na Amazônia: mais polêmica para a região



Publicado em: 18/04/2006 16:24:00

Além do debate sobre a mineração em áreas indígenas, noticiado ontem pelo seu Portal do Geólogo, um tema conexo volta a ganhar a atenção da mídia, desta vez por ocasião do lançamento de um estudo do Instituto Socioambiental. Trata-se da mineração em Unidades de Conservação na Amazônia.

As Unidades de Conservação, áreas de proteção ambiental onde as atividades econômicas são restringidas, são uma das principais vitrines ambientais do governo Lula na Amazônia. Apenas em seu governo, foram criadas seis Unidades de Conservação de Proteção Integral e vinte e uma Unidades de Conservação de Uso Sustentável, perfazendo uma área protegida total de mais de 15 milhões de hectares.

Instituto Socioambiental realizou um estudo apontando a mineração como uma atividade econômica cujo impacto ambiental, apontando, para isso, dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Segundo tais dados, existem mais de 6 mil processos minerários em áreas englobadas pelas UCs, dado que a entidade considera "grave".

Sabe-se, universalmente, da necessidade da preservação ambiental como condição para um desenvolvimento sustentável. No entanto, é de conhecimento dos profissionais da mineração e estudiosos do setor que o Governo Brasileiro, seja na esfera federal, estadual ou municipal, acha que com uma simples "canetada" resolve-se o problema da preservação. É de se espantar que várias áreas com um subsolo riquíssimo, do ponto de vista mineral, sejam "protegidas" numa inclusão em UCs, enquanto poderiam desenvolver a região ao seu redor e gerar empregos.

Ademais, o governo insiste em não enxergar que, abdicando da opção pela mineração sustentável, tudo o que pode acontecer é a destinação de campos muito maiores do que uma mina, que terminarão por produzir muito menos riquezas e alimentar muito menos gente do que uma exploração mineral consciente.

O fato que não é devidamente focado pelos governantes míopes é que a mineração não devasta tanto quanto se propala. Mesmo as maiores minas a céu aberto (as subterrâneas tem pequeno impacto ) tem áreas significativamente menores do que qualquer fazenda média da Região Norte. É importante lembrar que todos os projetos de mineração prevêem a recuperação do meio ambiente no final da mina. Isso, obviamente, não ocorre com os empreendimentos agrícolas e agropecuários.

Os governantes deveriam estudar melhor as imagens de satélite da região de Carajás, como a que colocamos acima, um dos maiores empreendimentos mineiros do mundo. Estas imagens mostram claramente a dramática devastação feita pelos fazendeiros ao redor da região protegida de Carajás onde mal é possível visualizar-se, nesta escala, os empreendimentos mineiros. Lembre-se que as áreas vermelhas de Carajás são campos naturais que nunca foram devastadas antes. São verdadeiras anomalias de vegetação sobre o minério de ferro que gera um solo muito pobre.

Como negar este fato?

A quem interessa o fim da mineração Brasileira na Amazônia? Por que o nosso Governo se deixa conduzir por interesses contrários à população que ele deveria respeitar e proteger?


Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo


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Trata-se de importante descoberta arqueológica que vai valorizar um povo sem nome e sem história. Um povo relegado a um plano inferior e menosprezado pela maioria dos cientistas e pesquisadores.

Dele quase nada sabemos. Qual é a sua etnia, de onde veio, quanto tempo habitou o Brasil e que língua falava são pontos a debater.
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