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Nem só de PIB viverá a China: prepare-se para uma macromudança
Publicado em: 22/12/2013 18:57:00
A nossa tendência é de medir a saúde da China pelo crescimento ou queda do seu PIB (produto interno bruto). Qualquer variação do PIB chinês é motivo de pavor ou de celebração. Vem sendo assim nas últimas décadas e, por incrível que pareça, os próprios chineses participam deste teatro sem perceber que eles estão, na realidade, fazendo o jogo das grandes economias e das megaempresas.
Consequentemente, o mundo econômico se engasga quando o PIB “só” vai crescer 7%. A maioria esquece o quanto é difícil para um país, com quase dois bilhões de habitantes e uma das maiores e mais complexas economias do mundo, crescer em níveis acima de 7% ao ano. Veja o PIB do Brasil nos últimos anos...
No entanto a China, por razões diversas, consegue este feito, ímpar, de crescer a níveis incríveis, sistematicamente, por décadas a fio.
O gráfico acima ilustra o ponto.
No entanto, a visão fria do crescimento ou queda do PIB chinês, que é usada pelo ocidente, não conta a história real que somente o povo chinês sabe contar.
Existem outros indicadores que não estão necessariamente refletidos no PIB que se relacionam à qualidade da vida dos cidadãos e do meio ambiente que devem ser melhor focados. Afinal, o crescimento do PIB chinês não fala do fog que está asfixiando milhões de pessoas nas principais cidades do país ou da baixa qualidade de vida dos milhões de trabalhadores que estão sustentando a economia chinesa nas últimas décadas. Será que esse crescimento desenfreado, a qualquer custo, valeu a pena para essas pessoas? Ou será que o supercrescimento da China só é bom às economias ocidentais que faturam muito bem em cima e distribuem mais equitativamente aos seus cidadãos, deixando aos chineses os problemas inerentes ao crescimento como a poluição e a baixa qualidade de vida ?
São essas ponderações que estão fazendo os governantes chineses a optarem por uma visão mais aberta sobre crescimento, abandonando as amarras cruéis que a visão simplista do PIB impõe.
O foco deve ser a qualidade de vida do povo chinês ao invés de um número anual que só satisfaz aos empresários, economistas e analistas internacionais.
Prepare-se pois esse novo modelo vai priorizar o Homem e não a economia.
Com essa perspectiva fica mais fácil, ao líder chinês, fechar as termoelétricas que estão poluindo, as siderúrgicas e plantas obsoletas e as minas que destroem o meio ambiente e matam os funcionários.
O que veremos é uma nova China, mais humanizada e confiante, mas com um crescimento menor. Nesse novo cenário não terá lugar para um superciclo de commodities com preços estratosféricos. O mundo e as mineradoras terão que se ajustar aos novos parâmetros da equação, que com certeza virão.
Inexoravelmente.
Talvez a China mude o foco e comece a exportar suas fábricas e mão de obra assim como a sua poluição, para países emergentes que estarão dispostos a sacrificar o meio ambiente em troca de cash, empregos e desenvolvimento.
Autor:
Pedro Jacobi -
O Portal
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