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Mineração espacial: o futuro está mesmo chegando?



Publicado em: 23/01/2013 14:12:00

 

A lavra de minério em planetas, luas e  asteroides foi um componente de muitos  contos de ficção. Hoje, a nova empresa chamada Deep Space Industries foi montada  com vistas à lavra de meteoritos e  asteroides que orbitam o nosso sistema solar.

É um projeto ambicioso, mas plenamente factível com a tecnologia de hoje. O  maior problema, como em todos os projetos mineiros será o dos custos  operacionais. Uma lavra espacial precisa, obviamente, ser mais econômica do que  as similares na Terra ou os acionistas da Deep Space ficarão no deep loss... A  DSI se alia a Planetary Resources Inc que foi a primeira empresa a cogitar a  lavra de objetos espaciais.

Como na Terra o projeto vai começar com a prospecção e pesquisa de   asteroides. Para tal serão usadas sondas que não só detectarão os alvos como  trarão amostras a serem analisadas em laboratórios terrestres. Sabemos que isso  é possível pois a sonda Japonesa Hayabusa já  retornou de uma jornada de 5 anos após ter pousado e amostrado um  asteroide em  2005.

Os problemas a serem enfrentados são inúmeros:

  • Custos: os custos atuais para o lançamento de sondas da  NASA é de mais de 1 bilhão de dólares por lançamento. CAPEX acima de 1  bilhão na mineração implica em retornos também bilionários, com um grau de  certeza infinitamente maior do que o projeto de  asteroides. Os custos da DSI  deverão ser muito inferiores aos da NASA. Conseguirão essa proeza?
  • Tecnologia: nova tecnologias deverão ser inventadas só  para viabilizar esse projeto. Será factível?
  • Tempo para viabilidade econômica: na Terra entre a  descoberta de um jazimento até um estudo de viabilidade econômica se vão 3 a  5 anos. E no espaço? Com certeza o projeto não poderá depender de vários  lançamentos e várias novas sondas ou o orçamento vai literalmente para o  espaço...
  • Tempo para a Lavra:  os  asteroides tem uma órbita,  geralmente, em torno do sol. O tempo de uma revolução completa pode ser de  várias décadas. Será que após descobrir um  asteroide interessante a DSI vai  ter que esperar por décadas para iniciar a lavra?
  • Baixa densidade:  existem mais de 750.000  asteroides conhecidos com tamanhos em torno de 1 km de diâmetro. No entanto  menos de 8% desses terão algum conteúdo econômico. Os demais são  asteroides  carbonáceos ou rochosos sem valor econômico. Ou seja, encontrar um  asteroide  que tenha valor econômico não será tão fácil. Os mais comuns serão os  metálicos a base de ferro-níquel. Os mais raros e possivelmente os mais  valiosos serão os de diamantes que se encontrados poderão fazer a diferença  entre o sucesso e o insucesso.

 Asteroides já foram lavrados, mas nunca no espaço. Eles  foram trabalhados, após o impacto, como o  asteroide de níquel-ferro que atingiu a  região de Barbeton na África do Sul.

A história da mineração espacial é pioneira, criativa e bonita, mas provavelmente, não terá nenhum  retorno econômico enquanto os pontos acima não forem melhor equacionados. Até lá muitos perderão o seu dinheiro na compra das ações dessas "mineradoras".


Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

 
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