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A Vale, a China e o Brasil



Publicado em: 20/5/2015 15:33:00

Na década de sessenta a Vale criou o Porto de Tubarão a Docenave e desenvolveu um relacionamento excepcional com o Japão, para onde começou a exportar freneticamente o seu minério de ferro.

Foi através dos negócios com os japoneses que a mineradora se consolidou como a maior exportadora de minério de ferro do mundo.

Neste tempo todo a Vale exportou o minério moído e, quanto muito, pelotizado. Em nenhum momento a empresa exportou algum produto mais nobre como o ferro gusa ou o aço.

Com o passar do tempo a economia japonesa deixou de crescer e os navios de minério, aos poucos, foram sendo destinados aos portos do novo gigante mundial: a China.

Desde então a Vale é uma das principais fornecedoras de minério de ferro da China, ajudando a consolidar uma megaeconomia voltada à exportação. Uma relação algumas vezes conturbada, mas constante.

Hoje, com os novos negócios assinados na terça-feira, a Vale deverá se consolidar como a principal fornecedora de minério de ferro da China, batendo as suas maiores competidoras a Rio Tinto e a BHP.

Os vários MOUs assinados por Murilo Ferreira, irão fornecer à Vale um crédito de mais de US$4 bilhões.

São empréstimos, empréstimos bilaterais, créditos para a exportação e outros acordos financeiros que alavancarão o caixa minguado da mineradora.

A Vale assinou, também, com a China Ocean Shipping Companty e com China Merchants Group. Com essas gigantes do transporte marítimo a mineradora firmou acordos de transporte do minério de ferro para a China que envolvem, também, a venda de quatro navios tipo Valemax para serem operados pela China Ore Shipping . Outros 10 novos Valemax serão construídos dentro dos acordos firmados, o que deverá consolidar o frete entre o Brasil e a China.

É o serviço completo!

A partir de agora os chineses, em uma jogada estratégica magistral, garantem o suprimento contínuo de minério de ferro de altíssima qualidade, que será produzido no S11D pelas próximas décadas a preços competitivos.

A Vale, obviamente, será beneficiada pela linha de crédito e pelo mercado cativo.

Entretanto, como em todos os grandes negócios alguma parte sempre tem um preço maior a pagar...

Esse negócio não é uma exceção: a Vale e a população brasileira deverão pagar, ao longo do tempo, um preço muito elevado por esses financiamentos. Um preço que só será sentido no futuro, pois todo o minério a ser exportado para a China será bruto, sem nenhum valor agregado.

Em outras palavras todo o lucro da cadeia produtiva com a fabricação do aço e dos milhões de produtos derivados estará sendo repassado aos chineses, que garantem através destes acordos, um fluxo vital de matéria prima que irá lhes propiciar lucros de trilhões na venda dos produtos industrializados feitos com o ferro brasileiro.

Até quando seremos, junto com o resto da América Latina e África, mais um país exportador de matéria-prima?




Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

  

 


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